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O uso do Laser na Fisiatria Veterinária

 Por Márcia Maria Valim, médica veterinária do Hospital Veterinário Taquaral

POR AMANHECER DA NOTICIAS

A medicina veterinária atual oferece um leque de especialidades, que possibilitam tratamentos mais específicos e direcionados aos nossos pets. Esse advento de perspectivas terapêuticas proporciona uma maior chance de recuperação e qualidade de vida, principalmente em casos de doenças crônicas ou de difícil resolução.


A preocupação crescente dos tutores em prover uma vida plena para seus animais também impulsiona esse movimento e faz crescer a necessidade de novos recursos destinados às terapias veterinárias, ou seja, faz surgir o dever de investimento por parte dos profissionais para acompanhar essa nova demanda.


Dentro desse contexto, podemos dizer que a fisiatria (reabilitação física) ganha um destaque especial, pois trata justamente de desordens que diminuem e até interrompem a capacidade do pet de realizar atividades corriqueiras, como andar e pular. Além disso, é uma área que proporciona inúmeras formas de tratamento e está em constante atualização (tanto em relação à capacitação dos profissionais quanto na obtenção de novos aparelhos).


Diante de diversas intervenções possíveis no âmbito das terapias fisioterápicas, encontramos o laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation). Essa pequena sigla em inglês guarda um importante significado e muitos benefícios, e que hoje em dia são amplamente desfrutados no tratamento dos nossos amigos peludos.


O conceito do laser compreende um feixe luminoso, não visível ao olho nu, que é emitido através de uma caneta. Esta, por sua vez, fica acoplada ao aparelho emissor através de um fio condutor. A caneta é manuseada pelo veterinário e posicionada na pele do animal de forma perpendicular, criando um ângulo de 90 graus entre ambos. Durante a emissão da luz há uma pequena elevação da temperatura local, que pode gerar uma sensação de calor leve, porém, na maioria das vezes, essa percepção não é manifestada pelo paciente, pois se trata de uma ação não invasiva e que não altera a integridade da pele.


Durante a aplicação é necessária a utilização de óculos com lentes adequadas, as quais não permitem que a luz refratada do feixe atinja a retina do profissional ou do tutor, enquanto este segura seu animal.


Mas, após essa breve explicação técnica, ainda resta entender quais são os benefícios obtidos com o uso do laser.


O que se pode dizer é que os benefícios são muitos e para isso é necessário conhecer alguns dos efeitos gerados por esse feixe de luz.



Dentre os principais efeitos estão o aumento da atividade celular, aumento da circulação sanguínea local, inibição de substâncias inflamatórias e o recrutamento de células de defesa do organismo. As consequências observadas após a ocorrência desses fenômenos celulares são o alivio da dor, estímulo cicatricial e ação anti-inflamatória. Também é possível observar a promoção do relaxamento de pontos de tensão na musculatura, facilitando o massageamento.


As sessões para o tratamento utilizando o laser costumam ser semanais, mas variam de acordo com a necessidade de cada paciente.


Dessa forma, é muito gratificante saber que a medicina veterinária evolui a cada dia e proporciona diversas alternativas, que muitas vezes vão além de medicações e intervenções invasivas. Atualmente, mais do que nunca, podemos contar com técnicas modernas que ainda promovem analgesia e bem-estar de forma mais tranquila e confortável aos nossos pacientes e companheiros de quatro patas.


Sobre Márcia Maria Valim


Médica Veterinária, formada pela Unesp Campus de Botucatu, em 2012; especialização em Fisiatria e Reabilitação Veterinária, em 2015 e em Acupuntura Veterinária, em 2018, sendo ambas pelo Instituto Bioethicus. Responsável pelos atendimentos especializados de Fisioterapia e Acupuntura Veterinária no Hospital Veterinário Taquaral.

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