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Vantagens e desvantagens dos enxaguantes bucais

 Por Flávia Gorino, pós-graduada em Anatomia e escultura dental, Laminados cerâmicos, Fotografia e planejamento oclusal digital e harmonização facial avançada

AMANHECER DA NOTICIAS

Muito se ouve falar sobre os enxaguantes bucais nas propagandas. "Cool mint", "Ice infinity", Tartar control", "Saúde bucal completa", "Sensitive", "Pague 350ml, leve 500ml" são alguns dos slogans apresentados para as pessoas que estão em frente às prateleiras em busca de saúde. Será que são essenciais? Será que devem ser utilizados todos os dias? Quais são as vantagens e as desvantagens?


Sabemos que a higiene bucal diária depende mais do paciente do que o profissional que o acompanha, pois o ideal seriam visitas periódicas de prevenção e manutenção. As orientações gerais e básicas incluem o uso de escovas de cabeça pequena, cerdas ultra macias e planas, assim como pastas de dente sem abrasivos em sua composição, limpeza da língua e uso do fio dental diário. Não há segredo. E os enxaguantes bucais?


Os veja como "medicamentos" auxiliares com indicações específicas. Enxaguantes bucais não removem placa bacteriana das superfícies dentais, tampouco limpam língua e bochechas como prometido. Seu papel é coadjuvante com ação puramente química. Seu uso prolongado é contraindicado por ter efeito biocorrosivo na estrutura dental, um processo de degradação que altera sua composição. A maioria dos produtos possuem ácidos em sua fórmula. Então como utilizar?


O profissional responsável pelo seu caso te dirá qual a sua necessidade de princípio ativo. Cada enxaguante possui sua especificidade, seja auxílio pós operatório, redução no sangramento gengival, manutenção da sensibilidade dental, entre outros.


Entre os princípios ativos mais comuns estão os óleos essenciais, que deixam um gosto e um cheiro agradável na boca, com sensação de refrescância, apenas. É importante ressaltar que se há mau cheiro na cavidade bucal, a higienização não está adequada, seja dos dentes, língua ou bochechas ou há problemas instalados como restaurações e próteses desadaptadas.


Produtos que contém citrato de zinco, ajudam a combater a halitose por diminuírem a proliferação de bactérias; os que possuem digluconato de clorexidina agem como detergentes antimicrobianos de alta eficiência, utilizado em casos pós cirúrgicos e/ou sangramento gengival. Enxaguantes bucais que levam flúor em sua composição ajudam na prevenção de cáries, estacionando-as quando em início, por exemplo. Os que tem nitrato de potássio e fluoreto de estanho trabalham no combate à hipersensibilidade dentinária.


Independente do princípio ativo, a necessidade de indicação para cada caso é imprescindível, além da manutenção da saúde dos dentes e tecidos bucais. O enxaguante bucal deve ser usado com parcimônia e cautela para que suas desvantagens sejam mínimas frente aos benefícios; nenhum produto substitui a escovação mecânica, tampouco as avaliações pelos profissionais. Esteja ciente da sua condição bucal, seja sua prioridade.


Sobre a Dra. Flávia Gorino


Graduada em Odontologia pela Faculdade São Leopoldo Mandic, é pós-graduada em Anatomia e escultura dental, laminados cerâmicos, fotografia e planejamento oclusal digital, além de harmonização facial avançada. Com um planejamento clínico-científico no tratamento de seus pacientes, visa a manutenção da saúde bucal ao realizar os procedimentos mais atuais e seguros da odontologia na Clínica AltroVilela, em Campinas. Autora de publicações relacionadas à área de atuação, utiliza métodos de abordagem estética e funcional que possibilitam um trabalho completo, onde saúde e bem-estar andam juntos.

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