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Tabagismo: o grande vilão da saúde global

 Em tempos de pandemia, o Dia Nacional de Combate ao fumo acende o alerta para o aumento dos relatos de dependência no tabagismo, provocada pela quarentena, e chama atenção para os danos causados também aos fumantes passivos


AMANHECER DA NOTICIAS

Apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a principal causa de mortes em todo o mundo, o tabagismo é considerado pelas autoridades de saúde o grande vilão da qualidade de vida das populações. Causador de doenças pulmonares como bronquite, enfisema, câncer de pulmão, doença coronariana (infarto e angina) e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral), ele provoca anualmente mais de 7 milhões de óbitos ao redor do mundo. Aqui no Brasil, são registradas todos os dias mais de 400 mortes atribuídas à dependência.


Aos 34 anos, a publicitária Bruna dos Anjos, sabe bem o desafio diário que é largar o hábito que a acompanha desde a adolescência. "Comecei a fumar aos 13 anos e durante dez anos, cigarro e álcool faziam parte da minha rotina. Com 23 anos e 1,68m de altura, cheguei a pesar mais 150 quilos. Na época, fumava e bebia bastante e o médico recomendou cirurgia bariátrica. Para o procedimento, precisei parar de fumar. Foram 79 quilos eliminados e novos hábitos adquiridos. Consegui manter uma rotina saudável por um longo período, mas há 3 anos eu tive problemas de ansiedade, síndrome do pânico e voltei a fumar. Ano passado tentei parar novamente. Cheguei a ficar seis meses sem fumar, mas com a quarentena ficou muito difícil. Tem dias que fumo 1 cigarro, mas tem dias que fumo 4", lamenta.

O caso de Bruna se confunde com o de outras milhões de pessoas em todo o mundo e acendem o alerta global para os riscos do hábito, por isso, neste sábado, 29, Dia Nacional de Combate ao fumo, autoridades de saúde destacam a importância de debater o assunto e mostram os malefícios desta prática. "É um momento ímpar de conscientizar a população dos males causados pelo tabagismo, principalmente em tempos de pandemia, já que fumantes têm 45% mais chances de agravamento se contraírem a covid-19", aponta o médico Egídio Cuzziol, do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica.

Além disso, o especialista aponta outro agravante do problema: o isolamento social. "As incertezas provocadas pela pandemia, aumentou níveis de estresse, ansiedade e outros fatores que contribuíram para alavancar hábitos ruins como este", o médico destaca ainda que pesquisas recém divulgadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), confirmaram a afirmativa: 30% dos homens ouvidos e 38% das mulheres fumantes responderam às pesquisas que passaram a consumir dez cigarros a mais por dia, desde o início da pandemia.

O problema, aponta o especialista, vai além de prejudicar a saúde do fumante. "Temos que lembrar que hoje fumantes ativos e passivos dividem, em grande parte do dia, ambientes fechados e os passivos acabam ficando expostos aos componentes tóxicos contidos emitidos pelo cigarro", explica. Por isso, a campanha deste ano pretende reforçar não somente as ações antifumo, mas também sensibilizar sobre os danos causados pelo consumo de tabaco. "Todos os anos, são registradas mais de 1,2 milhão de não fumantes que perdem a vida por estarem expostos ao fumo passivo, de acordo com a OMS. Por isso, é importante alertar toda a sociedade e não apenas os dependentes", explica o médico.

Tabagismo: os índices no Brasil

Fator de risco para o desenvolvimento dos tipos de câncer: leucemia mieloide aguda; câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; câncer de esôfago; câncer de rim e ureter; câncer de laringe (cordas vocais); câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de estômago; câncer de cólon e reto; câncer de traquéia, brônquios e pulmão, o tabagismo também está associado às doenças crônicas não transmissíveis e é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras.

No Brasil, são cerca de 428 mortes por dia por causa da dependência. Em todo o ano, são mais de e 156.216 mortes que poderiam ter sido evitadas. Além de mais de R﹩ 56 bilhões de reais perdidos com custos médicos e perda de produtividade.

Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o maior peso é atribuído ao câncer, doença cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral).

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