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Casa Hope é homenageada com grafite em frente ao estádio do Maracanã

 Desenho foi feito por filho de paciente que decidiu homenagear a instituição após três meses bem sucedidos em luta contra o câncer e hospedados na casa de apoio


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Há três anos, Derick Lemos acompanhava seu pai Donizete Luiz Maciel rumo a São Paulo em uma dura jornada no tratamento contra um câncer. O destino final? A Casa Hope, uma instituição 100% filantrópica, que oferece apoio a crianças e adolescentes portadores de câncer e transplantados. Pai e filho se hospedaram na entidade onde foi promovido tudo que um transplantado precisa para obter melhor repouso e recuperação. Atualmente a instituição atende mais de 100 crianças com seus acompanhantes, de todo o Brasil, mas que também recebe algumas pessoas do público adulto.


Como forma de agradecimento pelos três meses de hospedagem, a Casa Hope foi homenageada por Derick, que convidou dois amigos, Leonardo Castilho e Isla (Nat), para desenvolverem uma arte urbana. O grafite do Hopinho, Panda e mascote da Casa Hope, foi feito em frente ao estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O trabalho foi realizado neste mês de agosto e demorou apenas um dia para ser feito.


"Agora está grafitado, em frente ao Maracanã e para todo mundo ver o tamanho da minha gratidão. Como meu pai só dormiria no hospital uns 20 dias após o transplante da medula óssea, fomos para uma casa de apoio e acredito que seja a melhor do Brasil. O ambiente da Casa Hope é sensacional. Lá é uma grande casa e tive a oportunidade de conhecer muita gente bacana e fazer muitas amizades", conta Derick Lemos, designer e desenvolver web.


Durante todo o tratamento realizado pelo SUS, no Hospital das Clínicas, o pai de Derick permaneceu em São Paulo até ser realizado o transplante de medula óssea, após anos na fila. Hospedados na Casa Hope, eles passaram por uma intensa quarentena - vivida hoje por milhares de brasileiros devido a pandemia do novo coronavírus. Não tinham contato com amigos, só saiam para ir ao hospital, não comiam fora, viviam com rigorosos padrões de limpeza, ninguém podia se abraçar e todos os pacientes ficavam de máscaras, que eram trocadas algumas vezes por dia.


"A disciplina fazia parte da segurança do ambiente. E de fato, era muito parecida com esta quarentena, só que ainda mais rigorosa. Por exemplo, após cada uma das refeições alguns acompanhantes eram escalados para fazer uma limpeza completa do refeitório. Todos os quartos, corredores e banheiros tinham que ser limpos todos os dias. Banheiros e corredores eram duas vezes ao dia. Acordava-se cedo para fazer isto tudo, para que às 9h pegássemos a van que levava ao hospital. Foi tudo ótimo. Não doeu como as vezes dá para se imaginar. O tempo era ocupado e a energia de todos era de esperança, garra e fé", explica Derick.


Agora, curado do câncer, seu Donizete Luiz, finaliza: "Só tenho que agradecer aos médicos, enfermeiros, cientistas, psicólogos, recepcionistas, assistentes sociais, motoristas e uma inenarrável equipe de seres humanos que vivem também pelo outro. Tenho um sentimento intenso de gratidão e agora quem passar pelo maior estádio do Brasil vai ser deparar com uma obra de arte feita pelo filho e que tenho muito orgulho de ter participado comigo desta trajetória.

Cliquei aqui  e confira mais imagens desta da arte urbana.



Sobre a Casa Hope


Com 23 anos de atuação, a Casa Hope é uma instituição filantrópica que apoia crianças e adolescentes portadores de câncer e transplantados de medula óssea, fígado e rins. A eles são oferecidos moradia, alimentação, transporte (para hospitais, aeroportos e rodoviárias), assistência social e psicológica, medicamentos, vestuário, escolarização, terapia ocupacional, cursos de capacitação profissional, recreação dirigida, passeios culturais e festas comemorativas.

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