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Faesp defende créditos de carbono e combate à grilagem na Amazônia

Em meio à maior taxa de alerta de desmatamentos na Amazônia nos últimos cinco anos, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defende mais rigor contra ocupação ilegal
e estímulo aos créditos de carbono


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O homem do campo sempre preservou o meio ambiente, tanto os mananciais hídricos quanto as reservas legais de matas. Tal cuidado brota da consciência de que os recursos naturais conservados são decisivos para a produção sustentável, ganhos de produtividade, equilíbrio socioeconômico e valorização do bioma", ressalta Fábio Meirelles, presidente da entidade.

O dirigente relata que a Faesp teve a oportunidade de abordar o tema com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Ele frisa que, na ocasião, a entidade defendeu o empreendedorismo e a economia criativa nas áreas urbanas, criando emprego e renda para a população da Amazônia Legal, que é de quase 30 milhões de habitantes, e, assim, desestimulando a ocupação ilegal do solo. "Também é importante gerar créditos de carbono, para que os proprietários legalizados evitem desmatar os 20% autorizados por lei, mantendo reserva maior".

Segundo dados da Embrapa, de 2018, cerca de 66,3% do território brasileiro está mantendo sua cobertura natural, uma área equivalente a 48 países europeus. Boa parte dessa preservação vem dos esforços de agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas.

Cenário oposto ao que acontece na Amazônia, onde é urgente adotar medidas de combate à grilagem, invasão de terras, contrabando de madeiras e garimpo ilegal, grandes responsáveis pelo desmatamento. "Precisam ser contidos os transgressores responsáveis por esses danos ao Brasil, tão lesivos ao nosso povo. Muitas vezes, o desmatamento é atribuído ao produtor rural legalizado, sendo que ele ocorre em áreas públicas. Entretanto, o homem do campo defende a sustentabilidade do agronegócio. Tal consciência é fundamental para que conciliemos o desenvolvimento socioeconômico e a preservação ambiental", enfatiza Meirelles.

Números regionais
A população da Amazônia Brasileira, segundo as Projeções e estimativas da população do Brasil e das Unidades da Federação do IBGE, em 13 de julho de 2020, é de 29 milhões de habitantes correspondendo a cerca de 13% do total nacional, de 211,77 milhões, na mesma data, com crescimento médio de 1,64% ao ano desde 2000. Esses habitantes distribuem-se em área de 5,08 milhões de quilômetros quadrados, na chamada Amazônia Legal, que abrange os estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins Maranhão e Mato Grosso.


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