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Resultados promissores para o tratamento do câncer de próstata e do mieloma múltiplo são destaques no ASCO

100% dos pacientes com mieloma múltiplo responderam ao tratamento com CAR-T cell
Tratamento com apalutamida apresentou ganho de 14 meses na sobrevida global média em pacientes com câncer de próstata não-metastático resistente à castração


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Resultados do estudo de longo-prazo CARTITUDE-1, fase 1b/2, apresentados durante a reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) em maio, mostram que 100% dos pacientes com mieloma múltiplo recidivado (quando a doença volta a aparecer) ou refratário (quando a doença não responde ao tratamento padrão) responderam de maneira duradoura ao tratamento JNJ-4528, terapia com células T do receptor de antígeno quimérico direcionado (CAR-T)[1].

 Realizado pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, o ensaio avaliou a eficácia e a segurança do JNJ-4528 em 29 pacientes com a doença em progressão - de acordo com critérios do International Myeloma Workinhg Group - que tivessem realizado tratamento prévio com, no mínimo, três classes diferentes de medicamentos para a doença e que progrediram até 12 meses após a última linha disponível para tratamento. Entre os principais achados, 86% dos pacientes apresentaram resposta completa ao tratamento com CAR-T cell em um intervalo de 11,5 meses. Após 9 meses da infusão única, 86% dos pacientes continuavam vivos e sem progressão da doença (sobrevida livre de progressão).

 Os efeitos adversos mais comuns observados durante o estudo foram neutropenia (contagem de células brancas reduzida e redução das plaquetas) e a chamada síndrome de liberação de citocina inflamatória - um processo de inflamação generalizada -, ambos totalmente manejáveis dentro do ambiente hospitalar1.

 "Os resultados são muito promissores e demonstram o grande potencial dessa nova tecnologia até mesmo para pacientes que já tinham esgotado suas opções de tratamento, pois todos responderam à terapia durante o estudo.

 Vale ressaltar que os participantes já haviam passado, em média, por cinco tratamentos anteriores", explica Fabio Lawson, Diretor Médico da Janssen Brasil. 

Para o tratamento com CAR-T cell são extraídas células imunes do paciente que, posteriormente, são modificadas geneticamente e, em seguida, reintroduzidas no indivíduo desencadeando uma resposta imune massiva. 

A grande vantagem é que, ao usar a própria imunidade do paciente para criar uma terapia totalmente personalizada para o organismo dele, há mais chances de resposta e menos efeitos colaterais.

 O mieloma múltiplo é um câncer de células do sangue ainda incurável que afeta um tipo de glóbulo branco chamado plasmócitos, produzido na medula óssea e responsável pela defesa do corpo contra infecções. Quando defeituosas estas células são produzidas em excesso formando massas tumorais na medula óssea e podendo infiltrar outros órgãos.

Em 2020, estima-se que 32.270 pessoas serão diagnosticadas e 12.830 morrerão da doença nos EUA[2],[3]. Enquanto alguns pacientes com mieloma múltiplo não apresentam sintomas, a maioria é diagnosticada devido à fratura ou dor óssea, baixa contagem de glóbulos vermelhos, cansaço, altos níveis de cálcio, problemas renais ou infecções[4].

Resultado positivo para o tratamento do câncer de próstata

Para o tratamento do câncer de próstata, os resultados promissores apresentados durante o ASCO se referem à análise final do estudo fase 3, SPARTAN, realizado com 1.207 pacientes e que mostrou que ERLEADA® (apalutamida), combinado com terapia de deprivação androgênica (ADT), melhorou significantemente a sobrevida de pacientes com câncer de próstata não-metastático resistente à castração (nmCRPC) e que apresentavam alto risco de desenvolver metástases, em comparação ao tratamento realizado somente com ADT5. 

A apalutamida é um remédio que bloqueia o mecanismo pelo qual o câncer de próstata cresce, evitando que o hormônio masculino alimente as células tumorais. 

Quando combinado com terapia de deprivação androgênica (ADT), demonstrou postergar o aparecimento de metástase em pacientes que já realizaram o tratamento localizado, receberam ADT e, ainda assim, apresentam aumento acelerado do PSA (marcador sanguíneo que indica presença da doença).

 Disponível no Brasil, a apalutamida demonstrou diminuir em 72%[5] o risco de progressão para metástase (quando a doença se espalha para outras partes do corpo) ou morte em pacientes com câncer de próstata, além de proporcionar mais de 40 meses de sobrevida livre de metástase (mediana), o que representa um ganho de dois anos quando comparado ao placebo (mediana de 16,2 meses). 

"O tratamento para pacientes com câncer de próstata não-metastático resistente à castração é focado principalmente no atraso das metástases e na melhora da sobrevida global", explica Eric Small, MD, FASCO, Professor de Medicina e Diretor Científico do Helen Diller Family Comprehensive Cancer Center da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e principal investigador do estudo SPARTAN. 

"A análise final do SPARTAN inclui dados de longo prazo para cada um desses parâmetros de tratamento e ajuda a apoiar o uso antecipado de apalutamida versus ADT sozinho".

 De acordo com os resultados do estudo SPARTAN, recentemente publicados no New England Journal of Medicine, a terapia combinada de apalutamida com ADT prolongou a mediana de sobrevida global em 14 meses e diminuiu o risco de morte em 25%[6] dos pacientes com câncer de próstata não-metastático resistente à castração (nmCRPC)[7].

 Durante a realização do ensaio, os principais eventos adversos relatados foram fadiga, dores nas articulações, falta de apetite, perda de peso, hipertensão, rash cutâneo, diarreia e fraturas3.

 No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com uma estimativa de mais de 65 mil novos casos por ano[8]. A doença, que acomete normalmente indivíduos acima de 50 anos, ocorre quando células malignas se formam nos tecidos da próstata.

 A metástase acontece quando essas células se disseminam para outros órgãos, normalmente ossos, linfonodos, fígado ou pulmão.

 Sobre a Janssen Na Janssen, estamos criando um futuro no qual as doenças são parte do passado. Somos a empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, trabalhando incansavelmente para fazer com que esse futuro seja uma realidade para pacientes de todos os lugares.

 Combatendo as doenças com ciência, melhorando o acesso com engenhosidade e curando a falta de esperança com paixão.

 Focamos nas áreas da medicina em que podemos fazer a maior diferença: Oncologia e Hematologia; Imunologia; Neurociência; Doenças Infecciosas e Vacinas; Hipertensão Pulmonar; e Cardiovascular e Metabolismo. Para saber mais, acesse www.janssen.com/brasil.

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