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ONG oferece aulas de português online e treinamento profissional para refugiados venezuelanos

A organização não governamental Visão Mundial reformulou seu projeto de ensino devido à pandemia do COVID-19;A ONG irá fornecer computadores e tablets para as aulas virtuais nos abrigos e Ocupações Espontâneas para que os migrantes possam continuar a estudar;Refugiados e migrantes venezuelanos terão ajuda para fazerem seu currículo, emitirem carteira de trabalho digital e encontrarem emprego.


AMANHECER DA NOTICIAS

A partir da primeira quinzena de julho a organização não governamental Visão Mundial irá oferecer aulas virtuais para refugiados e migrantes venezuelanos de treinamento profissional e língua portuguesa para que tenham mais possibilidades de arranjar um emprego no País. A ONG também irá ajudá-los a emitir Carteira de Trabalho Digital, criar um currículo e se cadastrar no Banco Nacional de Empregos (BNE).

Com o advento da pandemia de COVID-19 em escala global, a Visão Mundial reformulou a maior operação da ONG em resposta à emergência da crise migratória, iniciada em setembro de 2019. Na ocasião, a organização assinou um contrato com o Bureau of Population, Refugees, and Migration (PRM) para executar o projeto Ven, Tú Puedes! (Vem, Você Pode, na tradução para o português), que fornece assistência à subsistência e aumentar a renda familiar de 7.200 venezuelanos, entre 18 e 35 anos, que vivem nas cidades de Boa Vista (RR), Manaus (AM) e São Paulo (SP).

O projeto precisou ser paralisado por um tempo por questões de segurança e em obediência aos decretos locais, municipais e estaduais, nas três cidades e, depois de um replanejamento, a ONG irá oferecer aulas virtuais para garantir o desenvolvimento de habilidades de linguagem e também capacitação técnica durante o isolamento social devido ao COVID-19. Para que todos tenham a possibilidade de participar das aulas, a Visão Mundial, juntamente a organizações parceiras e o governo local, irá fornecer equipamentos digitais e realizará treinamento digital rápido para os beneficiários, especialmente durante as restrições de isolamento social do COVID-19. Um certificado de participação e aprendizagem será emitido no fim do curso .

"Os migrantes venezuelanos inscritos no projeto serão beneficiados com orientação laboral para aumentar a renda familiar; capacitação técnica para o desenvolvimento de vistos e currículos; promoção de habilidades, como aulas de língua portuguesa; treinamento vocacional; aulas de empreendedorismo; e serviços de inclusão profissional no mercado de trabalho formal", conta Daniel Pereira, gerente do Projeto PRM na Visão Mundial .

O cadastramento, que teve início em março deste ano, já conta com 1.082 venezuelanos cadastrados para as aulas online (872 em Boa Vista; 160 em Manaus; e 50 em São Paulo); 824 solicitaram ajuda para emitirem a Carteira de Trabalho Digital e 614 currículos foram cadastrados no Banco Nacional de Empregos (BNE). Em dois anos, a meta é chegar em 7.200 cadastrados.

COVID-19 agrava crise infantil migrante venezuelana

O Projeto financiado pelo PRM, e desenvolvido pela Visão Mundial Brasil, traz oportunidades para evidenciar o impacto positivo no contexto do empreendedorismo social para os migrantes. O resultado direto desse trabalho é aumentar a renda familiar dos venezuelanos que vivem no Brasil, mas, principalmente, recuperar a dignidade de seres humanos em situação de risco extremo, e devolver a cidadania a mulheres e homens refugiados que sonham com um novo lar e um futuro seguro e promissor.

O risco de pobreza e exploração para crianças migrantes venezuelanas se multiplica à medida que milhares de famílias que fogem da crise econômica e política da Venezuela buscam um lugar seguro para viver durante a pandemia causada pelo COVID-19. A América Latina é o novo epicentro do surto global nos países em desenvolvimento, com mais de 1,3 milhão de casos confirmados em toda a região e um quinto dos casos em todo o mundo. Estima-se que até mil pessoas por dia estão tentando retornar à Venezuela desde que as medidas de isolamento começaram em meados de março, embora os governos tenham oficialmente fechado fronteiras para evitar a propagação do vírus.

Uma pesquisa recente da Visão Mundial com 392 crianças migrantes venezuelanas em seis países descobriu que uma em cada quatro foram separadas de seus pais durante o surto de coronavírus; uma em cada três crianças vai dormir com fome; 60% das crianças relataram aumento da xenofobia e discriminação contra elas durante a crise pelo COVID-19; 63% disseram que não podem continuar seus estudos durante a pandemia, incluindo os 77% dos meninos e meninas que vivem no Brasil; 34% disseram não ter acesso a serviços de saúde; e 20% disseram que não têm acesso a água e sabão para manter uma boa higiene durante a quarentena.

Estima-se que sete milhões de pessoas estejam precisando de assistência humanitária dentro da Venezuela e mais de 3,6 milhões de crianças estão precisando de serviços de proteção fora da Venezuela, de acordo com o plano de resposta das Nações Unidas para a crise da Venezuela. Isso significa um aumento de 400 mil pessoas a mais do que a proteção necessária até o final de 2019.

"Embora milhares de migrantes estejam retornando à Venezuela, o número total de pessoas que saem da Venezuela continua a crescer. Os migrantes em toda a região dependem fortemente do setor informal, que foi particularmente afetado durante a quarentena do COVID-19. Nesse Sentido, as pessoas precisam de mais apoio do que nunca", disse Peter Gape, diretor nacional da Visão Mundial na Colômbia, onde vivem mais de 1,8 milhão de migrantes e refugiados venezuelanos .

Para a Visão Mundial, a articulação com organizações locais e líderes religiosos na Venezuela e em todos os países de acolhimento é fundamental para aumentar a capacidade de cumprir compromissos para ajudar as pessoas afetadas por essa crise. Parcerias e coordenação entre governo, sociedade civil, setor privado e agências internacionais são fundamentais no futuro.

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