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No mês de conscientização e prevenção de câncer de cabeça e pescoço especialista fala sobre um dos medicamentos mais tomados no mundo, hormônio tireoidiano

O hormônio tireoidiano é um dos medicamentos mais consumidos no mundo e tem poucos efeitos colaterais.


AMANHECER DA NOTICIAS

Julho é o mês verde de alerta contra o câncer de cabeça e o pescoço. A campanha de conscientização é promovida pela Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil), com sessão no Congresso Nacional. Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais. O câncer na tireoide é o quinto mais comum entre mulheres e com mais diagnósticos mais pacientes necessitam de cirurgia.

Nas redes sociais, muitas pessoas buscam trocar informações sobre o procedimento e, principalmente, sobre como é a vida do paciente pós-cirurgia tireoidiana. O ruim é que dentre os relatos há muitos depoimentos pessoais, que não devem ser repetidos para outros pacientes, e muitas inverdades também.

Uma delas diz respeito ao uso de medicamento pelo resto da vida. O Cirurgião de Cabeça e Pescoço Professor afiliado da UNIFESP Dr. Murilo Neves, da capital paulista, conta que é preciso, antes de mais nada, avaliar o motivo e a extensão o procedimento. "Quem removeu toda a glândula, certamente terá de repor o hormônio pelo resto da vida. Mas se a cirurgia removeu apenas parte da tireoide, pode ser que a reposição não seja necessária. É preciso acompanhar e avaliar cada caso individualmente", diz o médico.

A suplementação também pode acontecer em determinados momentos da vida do paciente. "Gestantes com problemas de tireoide podem precisar repor o hormônio para garantir o bom desenvolvimento do bebê. Por isso, é essencial fazer um acompanhamento pré-natal multidisciplinar, com o obstetra e o endocrinologista, para garantir que o aporte hormonal esteja adequado", conta Dr. Murilo.

E ao contrário do que muitas pessoas pensam, o hormônio da tireoide não tem qualquer relação com os hormônios sexuais. Dessa forma, mesmo quem tem histórico familiar de câncer de mama, por exemplo, deverá fazer uso da reposição caso tenha problemas na tireoide.

"O hormônio tireoidiano é um dos medicamentos mais consumidos no mundo e tem poucos efeitos colaterais. Ele não é responsável pelo aumento de peso, enfraquecimento das unhas, queda de cabelo ou qualquer outro sintoma relacionado ao hipotireoidismo", conclui Dr. Murilo.

Dr. Murilo Neves

Especialidades: Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Formação: Medicina pela Universidade de São Paulo - USP
Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP
Residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Título de especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - SBCCP
Doutorado em Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

Professor afiliado da Disciplina de cabeça e pescoço da UNIFESP

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