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Em Arealva, ação conjunta permite escoamento da produção de hortaliças, verduras e produtos com valor agregado

Há alguns anos, a Feira acontece aos sábados de manhã na Praça da Matriz, tendo se tornado um ponto de encontro tradicional de comércio.


POR AMANHECER DA NOTICIAS

Para a população de Arealva, -município de cerca de nove mil habitantes, localizado às margens do Rio Tietê, e que integra a área de atuação da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional Bauru, da Secretaria de Agricultura e a Abastecimento do Estado de São Paulo-, a Feira do Produtor Rural se firmou como um local de aquisição de alimentos frescos e produtos saudáveis, com direito a um relacionamento "amigo" com aqueles que dedicam a vida a trabalhar a terra: os pequenos produtores do município.

"Há alguns anos, a Feira acontece aos sábados de manhã na Praça da Matriz, tendo se tornado um ponto de encontro tradicional de comércio. Ao invés de ‘dedos’, são ‘mãos’ inteiras de prosa entre os consumidores e os 18 produtores, que comercializam seus produtos em nove estandes. Com o novo cenário de maior isolamento e fechamento de comércio, a Feira deixou de acontecer por algumas semanas, porém, vendo a importância desse canal de comercialização, tanto para os produtores quanto para a população, que gosta de alimentos frescos e produtos artesanais, decidimos disponibilizar outro local no qual pudéssemos controlar a entrada das pessoas e orientar sobre os cuidados necessários em relação à Covid-19", explica Letícia Boza Morais, diretora de Agricultura e Meio Ambiente de Arealva.

A área escolhida foi o Bosque Municipal, local amplo, onde está sendo controlada a entrada de pedestres pela calçada e de carros pela "rua", em um sistema drive thru, no qual os consumidores passam pelos estandes, solicitam o que querem e o produtor entrega o produto embalado. "Além disso, os produtores estão usando máscaras para prevenção e disponibilizam álcool em gel para os clientes", informa Letícia, destacando a importância do trabalho da Casa da Agricultura e o apoio do Sindicato Rural para a reabertura da Feira. "Além do trabalho técnico feito no campo, a atuação do técnico da Casa da Agricultura tem sido muito importante para a manutenção desse espaço de comercialização; os técnicos vêm acompanhando os produtores na busca de soluções para o funcionamento adequado, tornando o ambiente mais seguro para os agricultores e consumidores. O apoio do Sindicato Rural também foi essencial para a reabertura da Feira, que é fruto de um projeto entre o Sindicato e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)".

Para Marco Aurélio Beraldo, diretor da CDRS Regional Bauru, a união de esforços foi determinante para a reabertura da Feira. "Foi preponderante o fato de o poder público, com apoio das entidades ligadas ao segmento rural, e os produtores se unirem para buscar uma solução que não colocasse em risco a necessária quarentena e, ao mesmo tempo, possibilitasse uma alternativa para que os produtores não perdessem sua fonte de renda e a população continuasse a ter acesso aos produtos saudáveis e de qualidade. As medidas implementadas ‒com distanciamento das barracas, cordão de isolamento entre o consumidor e o produtor, produtos embalados individualmente, para não haver muita manipulação, e a possibilidade de comprar sem sair do carro, aliadas a outras ações‒têm sido eficazes e um exemplo para outras atividades de atendimento ao público", avalia Marco Aurélio, que trabalhou durante anos na Casa da Agricultura de Arealva e conhece bem a realidade local dos produtores.

A retomada deste canal de comercialização, segundo Milaine Trabuco Labella, engenheira agrônoma responsável pela Casa da Agricultura, é um ganho para os pequenos produtores que têm sofrido retração nas vendas em outros nichos de mercado. "O nosso município possui 900 unidades de produção agropecuária, sendo a maioria de pequeno porte, com atividades diversificadas que englobam grãos; pecuária de corte; pecuária de leite; avicultura de corte; suinocultura; cana-de-açúcar; fruticultura, como laranja, limão e abacate; e a olericultura, cadeia essa que tem sofrido um impacto ainda maior, por conta de hortaliças e verduras serem produtos perecíveis. Para grande parte dos produtores que participam da Feira, essa é a principal fonte de comercialização, daí a importância de sua manutenção, mesmo que em outros moldes", avalia a agrônoma. A agrônoma destaca que a olericultura é uma cadeia produtiva importante no município de Arealva, sendo conduzida em ambiente protegido, onde são produzidos principalmente pimentão vermelho e amarelo, pepino e tomate. Já em campo aberto são cultivados verduras e legumes diversos, bem como milho verde, produtos também comercializados na Feira.

Aguinaldo Braga, produtor cuja família atua na Feira, fala da importância do espaço. "Sempre trabalhei com a agricultura, principalmente com milho verde, que é o "carro-chefe" da família Braga no estande. Agregamos valor à nossa produção, com a confecção de pamonhas, doces e salgadas; bolo de milho; suco de milho verde, que faz sucesso entre as crianças; além do milho verde em espigas; por isso a reabertura da Feira foi fundamental para nós. Também produzimos e comercializamos outros produtos como alface, almeirão, batata-doce, couve, abobrinha, quiabo, entre outros, ou seja, temos uma produção bastante diversificada. Além da Feira, comercializamos a produção na Central de Abastecimento (Ceasa)".

Jaqueline Lopes Takigushi é outra produtora que apoiou o retorno da Feira. "Esse espaço é muito importante, pois é nele que comercializo quase toda a minha produção, que inclui almeirão, pimentas, tomate e pepino (os mais vendidos), bem como pães caseiros. O tempo em que ela não aconteceu gerou um impacto grande na renda da minha família. Contamos com o apoio da Casa da Agricultura e do Sindicato Rural para ter a Feira em outro local e formato;isso foi essencial para nos mantermos como produtores rurais, uma profissão da qual gosto e tenho muito orgulho".

Importante: ao final desta reportagem, a Prefeitura de Arealva informou que a Feira será autorizada a retornar à Praça Matriz, mantendo as medidas de segurança, após avaliação de que a mudança de local impactou nas vendas dos produtores. "Antes, a Feira estava instalada no meio da Praça;agora, ela será montada na calçada, mantendo o distanciamento entre os estandes e também entre os consumidores, as normas de segurança e higiene adotadas e o sistema drive thru pela rua que fica em frente ao prédio da Prefeitura, com controle e fiscalização rígidos", afirmou a diretora de Agricultura e Meio Ambiente, Letícia Morais.

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