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Idosos buscam residenciais especializados para ter isolamento mais seguro e saudável

 Esse é um momento em que a escuta é fundamental.

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POR AMANHECER DA NOTICIAS

Acostumados a oferecer cuidados extremos, os residenciais voltados aos idosos foram os locais que, desde a chegada da pandemia ao Brasil, tomaram medidas ainda mais rigorosas para manter a saúde dos hóspedes. Considerado principal grupo de risco diante do novo coronavírus, pessoas da terceira idade começam a buscar o acolhimento especializado destes locais como forma de garantir uma quarentena mais segura.

O Residencial Club Leger, localizado em São Paulo, por exemplo, recebeu, nas duas últimas semanas, mais três hóspedes. A instituição também vem sendo consultada por famílias que buscam uma alternativa que garanta a proteção dos idosos e não os deixe ociosos em casa.

Uma das novas residentes é uma mulher de 90 anos, que mora sozinha e a filha vive fora do país. O restaurante onde ela costumava fazer as refeições, próximo à sua casa, fechou. Ela também passou a se sentir mais insegura para ir ao mercado. Há também o exemplo de um senhor de 81 anos, que reside com a filha e netos. A família passou a se sentir preocupada com o entrar e sair diário na casa, expondo-o a possibilidade de contrair o vírus.

- Essa é uma questão que começa a preocupar as famílias: muitos idosos acabam ficando expostos, mesmo em isolamento. Os residenciais tendem a oferecer toda a segurança em saúde e conforto - afirma Vinícius Neves, administrador do Residencial Club Leger , destacando que todos mantêm contato com os familiares de forma online.

Vinícius destaca que todos os cuidados foram intensificados no Residencial Club Leger, como reforço no estoque de Equipamentos de Prevenção Individual (EPI), como máscaras e luvas. Nas áreas comuns são distribuídos álcool em gel, e as visitas são instruídas na correta higienização das mãos e sobre medidas preventivas.

A psicóloga Daniela Bernardes destaca a necessidade de criar estímulos para que os idosos possam se manter ativos. Mas que eles precisam, sobretudo, ser mais ouvidos.

- Esse é um momento em que a escuta é fundamental. O entendimento tem de se dar não pelo convencimento, mas por meio de uma conversa franca. Cada qual tem seu próprio tempo de adaptação e entendimento das situações. Quanto mais a pessoa estiver engajada no processo, mais eficiente serão todas as iniciativas - explica.

Já o D’Pádua Residencial Sênior, que possui três unidades localizadas no bairro do Alto de Pinheiros, aplica medidas adicionais de prevenção para os idosos, familiares e profissionais. São mais de 80 residentes, sendo 90% deles mais vulneráveis à doença por possuir idade acima de 70 anos.

Foi criado um plano de ação, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, que consiste em atribuições coletivas, com práticas internas rigorosas que foram inseridas na rotina. Também foram inclusos informativos na comunicação do D´Padua, em suas áreas internas para funcionários e através de e-mails e redes sociais, para os familiares e possíveis visitantes.

Em todas as unidades houve o aumento do número de dispensers de álcool gel e lenços descartáveis, reforço de equipamentos de prevenção individual para equipe (máscaras e luvas), utilização constante de máscaras cirúrgicas em pessoas sintomáticas e reorientação sobre a importância da higiene de mãos, com água e sabonete ou álcool em gel.

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