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Primeiro dia de isolamento voluntário faz varejo ter queda de 27% em relação a demais segundas-feiras do ano

As lojas de shoppings apresentaram queda de 43% no fluxo de consumidores, o que reflete a mobilização das pessoas em respeitar as recomendações de não estarem em locais fechados

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POR AMANHECER DA NOTICIAS

Estudo da empresa de coleta e análise de dados do varejo Seed Digital mostra como pandemia causada pelo novo coronavírus está afetando o fluxo de consumidores no varejo físico brasileiro. A pesquisa identificou que na última segunda-feira (16/3), o fluxo caiu 27,1% em relação às demais segundas-feiras de 2020. Na data, nas lojas de shopping (-43%) a queda foi mais acentuada em relação às lojas de rua (-12,74%).

Na comparação com a mesma data do ano passado, o recuo foi de 7,7%. Nas lojas de shopping e de rua, as retrações foram de 23,13% e de 3,5%, respectivamente.

"A tendência é de que essas quedas se acentuem nos próximos dias, pois mais pessoas estão em casa, as aulas foram suspensas e a recomendação das autoridades de saúde é que se mantem em isolamento. Por outro lado, o ticket médio das lojas pode aumentar, uma vez que consumidores estão estocando produtos - embora não haja risco de desabastecimento. Serviços de entrega de alimentos e produtos e vendas online devem disparar", comenta Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital.

"Como os shoppings são lugares mais fechados e normalmente resultam em maior aglomeração de pessoas, há um movimento normal da população de evitar esse tipo de ambiente", comenta Raulino. "Vamos acompanhar o fluxo de pessoas nas próximas semanas e mensurar o real impacto da quarentena para o varejo físico".

As lojas de shopping e de rua têm pesos diferentes na pesquisa.

Entre 9 e 16/3 os resultados foram os seguintes (% em relação à média 2020):

Segunda-feira 9/3

Terça-feira 10/3

Quarta-feira 11/3

Quinta-feira 12/3

Sexta-feira 13/3

Sábado 14/3

Domingo 15/3

Segunda-feira 16/3

Varejo físico brasileiro

-12

-2

-1

-13

-13

-16

-26

-27,1

Lojas de shopping

-20

-9

-7

-18

-19

-21

-31

-43

Lojas de rua

-11

-2

-3

-8

-8

-6

-10

-12,74

Os dados da Seed Digital são fundamentados em pesquisa realizada no varejo ampliado, em três mil pontos, entre shopping centers e lojas de rua, distribuídos em 23 estados e 149 cidades do Brasil.

Recomendações

"O lojista deve manter o mínimo necessário de operação ao enfrentar este momento e redobrar os cuidados com higienização do ambiente e dos funcionários", diz o CEO da Seed Digital. Ele recomenda para os lojistas:

• Implementar revezamento de equipes e horários alternativos;

• Cancelar reuniões e eventos e evitar aglomerações.

Sobre a Seed Digital

A Seed Digital é a maior plataforma de coleta e análise de dados em lojas físicas do Brasil, além de ser a única no país a operar a jornada de compra do consumidor end-to-end, que consiste em atrair o consumidor através de mídia programática e, depois, monitorar e analisar a performance das campanhas e das lojas. O objetivo da Seed é oferecer informações para mensurar a performance de cada estabelecimento e equipe, além do retorno de investimentos em marketing e promoções. A empresa, com metodologia homologada, analisa mais de 3 mil pontos no varejo brasileiro (23 estados e 149 cidades) e conta com uma plataforma (Data Management Platform - DMP) com mais de 72 milhões de perfis em todo o Brasil. A inteligência de dados de consumo de varejo fornece: perfil do cliente, hotzones e fluxo de pessoas, por meio de tecnologia de inteligência artificial, sensores e algoritmos desenvolvidos para o mercado físico e online.

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