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Luz visível e calor presentes na radiação solar danificam células mais profundas da pele, diz estudo

Estudo publicado no dia 23 de janeiro no The FASEB Journal revela que o protetor solar deve contar com ativos específicos para proteger a camada dérmica da pele, que é a mais atingida pela luz visível e pelo calor presentes na luz solar

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POR AMANHECER DA NOTICIAS

            O estudo revela que a camada dérmica mais profunda da pele é a mais danificada pelos raios UV, luz visível e infravermelha e que pode ser benéfico para o antienvelhecimento proteger a pele dos três. “A luz solar também conta com luz visível e infravermelha. E essa união de comprimentos de onda tende a deixar a pele mais sensível aos danos da radiação. É como se fossem golpes de boxe: a radiação UV ‘dá o primeiro soco’, causando o maior dano, mas em seguida os golpes menores do calor e luz visível levam ao ‘nocaute’”, diz a médica. A pesquisa lembra que a luz visível e os raios infravermelhos por si só têm um pequeno efeito sobre os danos à pele, mas as potências dessas luzes aumentam dramaticamente na presença da radiação UV.

            O estudo analisou se a luz UV, visível e infravermelha de uma lâmpada solar - que imita a luz solar natural - afetou os marcadores de danos nas células da pele de adultos humanos. Verificou-se que as células da camada superior da pele (queratinócitos) foram danificadas pela luz UV e não foram danificadas ainda mais pela luz solar "completa" contendo luz UV, visível e infravermelha. “Por outro lado, as células da camada dérmica mais profunda da pele (fibroblastos) foram danificadas pelo UV conforme o esperado, mas apresentaram maiores danos com luz solar completa. Essas células foram mais danificadas pela inclusão da luz visível e infravermelha”, afirma a médica. É importante destacar que a principal função do fibroblasto é sintetizar colágeno e elastina, além de proteoglicanas, glicosaminoglicanas e glicoproteínas que fazem parte da matriz extracelular, conferindo sua estrutura, maleabilidade e elasticidade à pele. “Uma vez que essas células são atacadas, ocorrem danos a essas proteínas, e isso vai causar o envelhecimento precoce do tecido cutâneo”, afirma a médica.

            Experiências adicionais mostraram que, embora cada um desses três componentes causasse danos por conta própria, o impacto da combinação era muito maior em um nível profundo da pele.

            Segundo a médica, já é possível encontrar fotoprotetores de amplo espectro que também contam com proteção contra luz visível e raios infravermelho. “O estudo fornece informações detalhadas importantes para ajudar a indústria de filtros solares a melhorar os produtos e fornecer uma proteção mais eficiente da pele”, diz a médica. “De qualquer maneira, a recomendação de evitar tomar sol nos horários entre as às 10h e às 16h permanece, lembrando que o uso do fotoprotetor deve ser diário, com reaplicação a cada duas horas em fotoexposição direta. E devemos investir em outros meios de proteção: procurando sombras, usando chapéus, óculos e roupas com proteção UV”, finaliza a médica.

DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

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