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FNCP e Receita Federal realizam megaoperação para destruir 320 toneladas de cigarros contrabandeados

Avaliada em cerca de R$ 56 milhões, carga sai de Bauru para Foz do Iguaçu (PR), abrindo espaço físico para novas ações de apreensão do contrabando no interior paulista

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POR AMANHECER DA NOTICIA

O Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP) e a Receita Federal do Brasil estão à frente de uma grande força-tarefa que culminará na destruição de 320 toneladas de cigarros contrabandeados, equivalente a 225 milhões de unidades.

Na próxima terça-feira, dia 12 de novembro, oito carretas - com aproximadamente 15 metros cada uma, carregadas com 130 toneladas de cigarro ilegal, partirão de Bauru para Foz do Iguaçu -- município vizinho ao Paraguai, que responde pela grande maioria dos cigarros contrabandeados que chegam ao Brasil -- para serem destruídas.

A operação tem como objetivo liberar espaço físico nos depósitos de produtos contrabandeados de São Paulo, para possibilitar a continuidade e, especialmente, a intensificação das ações policiais de apreensão e combate ao contrabandeado, na medida em que a falta de espaço para estoque de mercadoria ilegal impossibilita novas ações.

“O crime organizado tem no cigarro uma de suas principais fontes de financiamento, por isso o produto é tão contrabandeado para o Brasil e lidera as apreensões que fazemos. Com essa força-tarefa para destruir esses cigarros, cerca de 56 milhões de reais deixam de financiar o tráfico de drogas e armas, e uma série de crimes violentos contra a população”, afirma Luiz Carlos Anezio, delegado da Receita Federal de Bauru.

Para Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria, que assina juntamente com a Receita a iniciativa, a destruição dos cigarros ilegais é também uma questão de segurança. “Essa cooperação com a Receita Federal é muito importante, pois reduz significativamente os riscos de invasão dos depósitos - com a violência que uma ação criminosa como essa acarreta, bem como a possibilidade destas mercadorias retornarem para o mercado ilegal e continuarem abastecendo o crime organizado, que tira vidas e destrói a sociedade,” afirma Vismona. O FNCP é uma associação civil, sem fins lucrativos, com foco exclusivo no combate à ilegalidade.

Segundo levantamento do Ibope, mais de 63,4 bilhões de cigarros ilegais inundam as cidades brasileiras. O número equivale a 57% do mercado de cigarros -- sendo que 49% destes são cigarros contrabandeados principalmente do Paraguai, onde o imposto sobre o produto é de 18%, um dos menores no mundo conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

OPERAÇÃO PARA O TRANSPORTE DAS CARGAS

As oito carretas que transportarão a carga ilegal até Foz do Iguaçu trarão estampadas em suas laterais, mensagens sobre o impacto do contrabando no Brasil, com o objetivo de informar a população sobre o tamanho e a gravidade do problema. “O consumidor não pode ser indutor do financiamento do crime organizado comprando o produto ilegal. É importante que ele saiba que ao financiar o contrabando, ele perde em saúde, em educação e ainda ajuda o crime organizado a financiar especialmente o tráfico de drogas e de armas. É preciso que haja conscientização”, afirma Vismona.

Além do FNCP e da Receita Federal, a iniciativa é apoiada pela empresa Irmãos Krefta, que realizará a destruição da carga, e pela Polícia Rodoviária Federal que fará a escolta de toda a operação. Esta é uma das maiores forças-tarefas já realizadas para a locomoção e destruição desse tipo de produto.

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