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Entenda o papel dos conselheiros independentes nas empresas

Isentos, eles oferecem visão importante e estratégica para o futuro da companhia

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POR AMANHECER DA NOTICIA

Uma decisão estratégica ruim pode significar danos irreparáveis à uma empresa. Mas é fato: definições importantes são parte do dia a dia dos empresários que sobrevivem e crescem no mercado, especialmente em épocas de crise e instabilidade econômica. Nessas horas, contar com o apoio e a opinião de conselheiros experientes, para obter uma perspectiva mais abrangente e diversa tem se tornado fundamental, especialmente em um mundo cada vez mais complexo e conectado.

Na realidade brasileira - em que 90% dos negócios são de médias e pequenas empresas familiares (segundo o IBGE) - encontrar, dentro dos conselhos de administração, composto tradicionalmente por acionistas e familiares, posições isentas, ou seja, que não levem em conta desejos, interesses, intrigas e traumas pessoais, ainda é tarefa complicada. Mas com solução. É o que aponta Marcos Sardas, conselheiro de empresas e sócio diretor da Exxe Consultoria Empresarial.

“Muitas empresas têm se valido da figura do conselheiro independente, que, mantendo-se alinhado com os valores e cultura da empresa, traz consigo uma visão equilibrada e isenta, onde o objetivo primordial é o sucesso e perenidade da companhia. É uma pessoa fundamental em diversos momentos e indispensável, por exemplo, em horas de crise, quando os conflitos aparecem e ânimos e opiniões discordantes deixam o ambiente mais tenso entre os empresários. A presença de opiniões imparciais, objetivas e frias pode determinar o sucesso ou não daquele empreendimento”, comenta o especialista, que atua como conselheiro independente em diversas companhias.

Atualmente, a busca em se manter critérios de governança e boas práticas, tem levado as empresas à criação e implementação de conselhos consultivos, ou conselhos de administração, reforçando e demandando a presença dessas figuras. No Brasil, em Sociedades Anônimas ou Empresas públicas, a presença de conselheiros independentes é exigência legal.
Boa gestão é “bom para todo mundo”, aponta especialista

Até porque, como destaca Sardas, a sobrevivência e saudabilidade dessas pequenas e médias empresas é fundamental para toda a sociedade. Elas representam aproximadamente 65% do PIB. E são negócios importantes não apenas pela produção de riqueza, mas também por empregar cerca de 70% da mão de obra formal brasileira. A boa gestão delas garante a sua permanência no mercado, contribuindo fundamentalmente para a economia nacional.

“Preservar a saúde dessas empresas e auxiliar para que elas continuem crescendo e produzindo faz parte das suas responsabilidades e missão, agregando contribuições imparciais nas tomadas de decisão, e livres de vínculos ou interesses. Promover visão estratégica de médio e longo prazos para consolidação dos negócios atuais, e promover e estimular perspectivas de desenvolvimento de novos e futuros negócios garante a continuidade e interesses dos stakeholders", afirma.

Outra característica fundamental do conselheiro independente, destaca Sardas, é que ele não depende financeiramente da remuneração recebida como conselheiro. “Este é um ponto muito importante, e que permite eliminar qualquer vínculo em relação as decisões tomadas e a subjetividade das relações interpessoais ou de remuneração.

Ponto de destaque na atuação desse profissional é o seu comprometimento em conhecer verdadeiramente a companhia que irá atuar, seus princípios éticos e de governança, o mercado em que a empresa está inserida, seus concorrentes, as características de seus principais pares do conselho e do corpo executivo. “É claro que cada mercado tem a sua peculiaridade, mas boas práticas de gestão, as principais estratégias de negócios e modelos clássicos de administração permitem com suas devidas adaptações, que as contribuições oferecidas possam ser valiosas. Também é fundamental, independentemente, o mesmo ser um profissional qualificado e com experiência, que procure conhecer os detalhes daquele setor específico, e se prepare adequadamente para as reuniões do conselho de forma que a sua opinião possa trazer peso e segurança às tomadas de decisão.

Sobre Marcos Sardas
Marcos Sardas possui mais de 35 anos de experiência como executivo de empresas e longa experiência como consultor. É sócio-diretor da Exxe Consultoria Empresarial. Conselheiro Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, conselheiro independente de diversas empresas. Formado em Engenharia pela Escola de Engenharia Mauá e pós-graduado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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