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Como viver melhor com artrite psoriática?

Tratamento contínuo, aliado à mudança de hábitos e acompanhamento multiprofissional, reduz sintomas que afetam a qualidade de vida

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POR AMANHECER DA NOTICIA

Recentemente, Kim Karkashian contou nas redes sociais sobre sua batalha contra os efeitos da artrite psoriática. O problema, que pode afetar cerca de 30% das pessoas que têm psoríase, associa os sintomas dolorosos da artrite aos sinais na pele característicos da doença autoimune.

Segundo o reumatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dr. Levi Jales Neto, o maior desafio para o paciente é ter mais qualidade de vida.

“O paciente, além de lidar com as manchas avermelhadas pelo corpo, a coceira e a escamação da pele, também enfrenta dores nas articulações e limitação de movimentos simples do dia-a-dia, como segurar um objeto, dirigir ou digitar no celular”, destaca.

“Devido às características da doença e a forma como ela pode afetar a rotina do paciente, é importante atuar no sentido de amenizar esses efeitos, para que a pessoa consiga viver melhor”, complementa.

O especialista explica que a doença tem forte influência genética e pode ser desencadeada por fatores ambientais, como o estresse e a ansiedade. “Pacientes que têm intolerância ao glúten, por exemplo, também podem ter seus sintomas aumentados”, lembra.

Nesses casos, o médico recomenda acompanhamento multiprofissional, com nutricionista e psicólogo, além da adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular e uma dieta equilibrada. Essas práticas, aliadas a um tratamento contínuo, colaboram para a melhora do quadro.

Como é feito o diagnóstico

Diagnosticar esse tipo de artrite requer avaliação da história clínica do paciente e exame físico. O reumatologista ressalta que existem três formas principais de artrite psoriática:

- Inflamação das articulações;

- Inflamação das entradas de tendões e ligamentos nos ossos;

- Inflamação da coluna vertebral.

O reumatologista avaliará, portanto, se o paciente tem sintomas de inflamação nas juntas, como dor contínua, inchaço e rigidez na coluna; dor à noite; rigidez; e problemas nos tendões, como dor e inchaço atrás do calcanhar (tendão de Aquiles) e debaixo do calcanhar (fascite plantar).

Outros sintomas que podem levar ao diagnóstico da doença:

- Artrite assimétrica nas mãos, pés, joelhos, cotovelos, coluna e sacroiliacas;

- Tendinites ou bursites recorrentes;

- Uveíte (vermelhidão no globo ocular) aguda recorrente;

- Lesões descamativas nos braços, pernas, couro cabeludo, atrás das orelhas e umbigo, entre outras áreas do corpo;

- Manifestação de onicopatia (doença nas unhas).

Artrite reumatoide x artrite psoriática

Dr. Jales ressalta que, embora compartilhem alguns sintomas, o tratamento da artrite psoriática é diferente daquele dado ao paciente com artrite reumatoide.

“Ambas causam dor e inflamação, mas existem diferenças no local de acometimento e na estrutura anatômica, além do padrão simétrico ou assimétrico”, frisa.

Tratamento com infusão

De acordo com o especialista do Hospital São Camilo, o tratamento padrão da doença envolve uso de medicamentos imunossupressores e anti-inflamatórios, geralmente com uso contínuo. Além disso, alguns recursos associados apresentam melhora significativa do quadro do paciente, como a fototerapia e a infusão de imunobiológicos.

“A Rede conta com um centro de infusão de imunobiológicos, um local para a realização de terapia que utiliza substâncias produzidas com alta tecnologia, de matriz celular biológica”, conta.

Esse procedimento ajuda a produzir anticorpos que bloqueiam citocinas e interleucinas, presentes na patogênese de doenças autoimunes, como a psoríase.

O médico considera a infusão uma das terapias mais eficazes da atualidade para promover a melhoria na qualidade de vida desses pacientes. “Eles agem na causa da doença de forma mais específica e modificam o curso natural da doença, melhorando a inflamação, a dor e a psoríase”, finaliza.

Rede de Hospitais São Camilo

A Rede de Hospitais São Camilo é composta por três hospitais modernos em São Paulo, que ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea.

Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são os principais pilares de atuação.

Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 736 leitos e um quadro clínico de mais de 6,8 mil médicos qualificados.

As unidades possuem importantes acreditações internacionais, como a Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, e a Acreditação Internacional Canadense.

A Rede de Hospitais São Camilo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.

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