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Usuários de bikes e patinetes Grow rodam 700 mil km em média por mês em São Paulo

Desde agosto de 2018, corridas de bicicletas cresceram 13% ao mês e viagens com patinetes aumentaram 24%. Dias úteis registraram maior média de viagens

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POR AMANHECER DA NOTICIA

Os usuários de bicicletas e patinetes elétricas da Grow na capital paulista percorrem, em média, 700 mil quilômetros por mês. Isso equivale a cerca de 17 voltas e meia ao redor da Terra. Desde o início da operação da empresa, dona das marcas Grin e Yellow, o número de corridas de bikes na cidade cresceu 13% ao mês, e o de patinetes, 24% ao mês. Os dias úteis são os que registram o maior número de viagens. Os dados fazem parte do primeiro balanço da operação da Grow em São Paulo, que foi encaminhado à Prefeitura na última sexta-feira (20). O levantamento foi elaborado pela equipe de Pesquisas em Mobilidade e Políticas Públicas da Grow e engloba o primeiro ano de atuação da empresa na cidade, de agosto de 2018 (para bicicletas) e novembro de 2018 (para patinetes) a agosto de 2019.

Se posto em prática, o levantamento pode trazer efeitos benéficos para a mobilidade urbana de São Paulo. Um exemplo é o estímulo à criação de estruturas cicloviárias e áreas de traffic-calming, ou seja, de vias com velocidade mais baixa, de até 40 km/h.

"Nossos dados refletem a realidade dos deslocamentos de bicicletas e patinetes nas cidades e podem ajudar as prefeituras na definição de onde realizar os investimentos, trazendo mais eficiência na elaboração das políticas públicas que melhoram a mobilidade e a vida das pessoas", diz Milton Achel, diretor de Relações Governamentais e Institucionais da Grow no Brasil. "O modelo de bicicletas e patinetes compartilhadas é um fator importante para tornar as cidades mais inteligentes, sustentáveis e humanas", complementa.


Perfil das viagens com bicicletas

Nos finais de semana, as corridas com bicicletas apresentam maior volume nas ruas e ciclofaixas que dão acesso às áreas de lazer da cidade, como parque e praças. Já nos dias úteis, as viagens apontam concentração expressiva na Avenida Brigadeiro Faria Lima, conhecida como um centro comercial e financeiro da cidade, onde se localizam os grandes bancos e empresas, além do Shopping Iguatemi, o Esporte Clube Pinheiros e o Museu da Casa Brasileira. O levantamento também indica um uso significativo nas Estações Granja Julieta (9 Esmeralda - CPTM), na Estação Brooklin, Campo Belo, Eucaliptos e Moema (todas na linha 5 Lilás), no Parque da Cidade e na Avenida Chucri Zaidan, conhecida como uma importante via da Zona Sul.

Esse perfil de viagem indica o uso do equipamento para os deslocamentos trabalho-casa e/ou casa-estudo.

Ao analisar o perfil das corridas por dia da semana de bicicletas, segunda-feira tem o menor volume da semana e os outros dias úteis chegam a aproximadamente 100% da proporção das viagens. Os finais de semana têm volumes menores, sendo domingo o dia com menos viagens.



Durante a semana, as viagens apresentam alguns picos, sendo o primeiro no período da manhã (por volta das 07h e 08h), depois na hora do almoço (das 12h às 14h) e às 17h. Tais informações mostram uma utilização da bicicleta nos deslocamentos para trabalho e/ou estudo.




Bicicletas: picos de viagens nos horários de entrada e saída do trabalho/estudo



Enquanto aos sábados e domingos as pessoas andam em média 2,85 quilômetros em 22 minutos - com velocidade de aproximadamente 7,7 km/h, em dias úteis a distância média é de 1,9 quilômetro em 14 minutos, com velocidade de aproximadamente 8,6 km/h.


Perfil das viagens com patinetes

Assim como no caso das bicicletas, as corridas com patinetes elétricas nos finais de semana apresentam característica de lazer. A maior movimentação ocorre na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, com fluxo em parques próximos. A Avenida Paulista também apresenta grande volume de viagens aos domingos, dias em que o trânsito é fechado para carros. Nas zonas Norte e Leste, a atuação se dá de forma mais espalhada, com uma concentração observada na Braz Leme.

O levantamento aponta ainda que, em dias úteis, as corridas com patinetes registram maior volume de viagens nas regiões da Faria Lima, Berrini/Santo Amaro, Vila Olímpia, Parque do Povo, Pinheiros e na Avenida Paulista, com foco nas estações de Metrô e CPTM, onde os equipamentos são utilizados como complemento do transporte coletivo.

Já nas zonas Norte e Leste, o fluxo de viagens nas regiões do bairro Casa Verde, Jardim São Verde e Santana, próximo às avenidas principais - Avenida Engenheiro Caetano Álvares e Bráz Leme na Zona Norte e, na Zona Leste, no Jardim Anália Franco, Vila Gomes Cardim, Vila Azevedo, Tatuapé e Carrão.

O fluxo nesses locais sugerem que os usuários estão usando as patinetes não apenas para lazer, mas também como meio de locomoção nos deslocamentos casa-trabalho e/ou casa-estudo.

Em relação à proporção das viagens por dia da semana, segunda-feira continua sendo o dia com menor volume e sexta-feira passa a ter o maior volume de viagens. Os finais de semana apontam volumes parecidos, com sábado e domingo com menor número de viagens, assim como no caso da bicicleta.



Patinetes: dias úteis registram maior volume de viagens

Conforme apresentado na figura, nos dias úteis, as viagens de patinetes evidenciam três picos: o primeiro no período da manhã, a partir das 07h; o segundo no horário do almoço, às 12h; e o último no período da tarde/noite, com início às 17h.



Patinete: três picos de viagens, com destaque para o horário do almoço


Aos finais de semana as pessoas andam em média 1,84 quilômetro em 17,4 minutos, e durante a semana a distância média é 1,49 quilômetro em 10,8 minutos, com velocidades médias de 6,3 e 8,3 km/h, respectivamente.

Planejamento

Além de beneficiar milhares de usuários em seus deslocamentos diários, a operação de patinetes elétricas e bicicletas dockless (sem estações fixas), também apresenta subsídios ao poder público para o planejamento da mobilidade urbana.

O mapeamento da circulação das bicicletas e patinetes com GPS pela cidade auxilia a análise das principais rotas de preferência das pessoas e enfatiza a necessidade de criação de mais zonas calmas (traffic-calming), além da ampliação da malha cicloviária. A figura a seguir apresenta a altíssima capilaridade das viagens da cidade de São Paulo, atingindo pontos onde o transporte coletivo - naturalmente - não alcança. Ao se analisar a presença das ciclovias e ciclofaixas, nota-se que as infraestruturas segregadas "canalizam" as viagens, principalmente nos casos das grandes avenidas (caminho natural das pessoas).



É essencial implantar infraestrutura e fortalecer zonas de tráfego calmo


O levantamento apontou a carência de áreas dedicadas às bicicletas e patinetes nas ruas que dão acesso às avenidas Pedroso de Morais e Faria Lima, além da Praça Panamericana. O mesmo ocorre na região da Vila Olímpia e na Avenida Paulista, via canalizadora de viagens por possuir uma malha cicloviária. A implantação de infraestrutura nos trechos citados e o fortalecimento de zonas de acalmamento de tráfego nas regiões são essenciais para garantir a segurança dos usuários e estimular o uso dos modais.

O relatório apontou ainda a necessidade de traffic-calming e infraestrutura cicloviária nas avenidas Berrini, Chucri Zaidan e Santo Amaro, próximo aos metrôs Borba Gato, Brooklin e Campo Belo, onde apresentam fluxo de viagens intenso e não há malha cicloviária próxima.

Informações como essa são preciosas para o poder público planejar a expansão da rede cicloviária e construir uma cidade mais humana com equidade na distribuição do espaço público.


Sobre a operação em São Paulo

A Grow - detentora dos patinetes Grin e Yellow - opera em São Paulo com bicicletas desde agosto de 2018 e com patinetes elétricas desde novembro de 2018. Em maio de 2019 começou a operar bicicletas de maneira inédita na periferia da cidade, no bairro do Capão Redondo, e em junho de 2019 abriu operação de patinetes nas zonas Norte e Leste.


Pesquisa com usuários de micromobilidade em São Paulo

No primeiro semestre de 2019 foi realizada - pela Grow Mobility - uma pesquisa na cidade de São Paulo sobre o perfil de usuários (as) Yellow. A pesquisa tem relevância por ser uma caracterização inédita no Brasil. No que diz respeito a gênero, foi possível identificar que, entre os (as) usuários (as) de patinete, cerca de 24% se identificam com o gênero feminino, enquanto entre ciclistas esse número equivale a 29%. É sabido que a questão de gênero e mobilidade urbana é um assunto a ser trabalhado com maior minuciosidade, mas vale ressaltar que a nossa proporção - para a capital paulista - é mais equilibrada do que a contagem feita pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) na Av. Faria Lima no final de 2018.

Em relação à idade dos (as) usuários (as), cerca de 55% de ciclistas e 45% de usuários (as) de patinetes têm idade até 30 anos e, mais de 70% têm entre 21 e 40 anos. A renda dessas pessoas foi um dado importante que distingue os dois tipos de usuários (as). Enquanto 52% dos (as) ciclistas possuem uma renda familiar até cinco salários mínimos, 62% das pessoas que utilizam as patinetes possuem renda acima de cinco salários mínimos. Quando essa renda é convertida em classes sociais - relação do Critério por Faixas de Salário-Mínimo (IBGE) - exibem uma forte relevância das classes B e C.

Quando perguntado sobre a característica das viagens, ou seja, qual o motivo da viagem, aproximadamente 31% dos (as) usuários (as) de patinete a utilizaram para trabalhar e 6% para educação. Em relação aos ciclistas, 42% usam a bicicleta para trabalhar e 11% para escola/faculdade.

No que está relacionado a integração com os meios de transporte coletivo, cerca de 57% das viagens de bicicleta e 37% de patinetes integram com outros modos de transporte. No que tange as viagens de patinetes, 16% integram com trilhos e 10% com ônibus. Entre ciclistas, 30% também viajaram de metrô, 16% de trem e 21% de ônibus. Esses números são importantes, uma vez que solidifica o conceito de primeira e/ou última perna nos diversos trajetos da população no cotidiano.

Por fim, no que diz respeito à migração de modais, 39% das viagens de patinete e 34% das viagens de bicicleta substituíram viagens de automóvel. Essas viagens possuem um importante percentual na redução de emissão de CO2. Outro dado relevante foi o de que 16% das viagens de patinete e 10% das viagens de bicicleta foram criadas apenas pelo fato de haver o equipamento disponível.


Micromobilidade na América Latina e no Brasil

Com mais de 10 milhões de corridas e operando em mais de 20 cidades, a Grow Mobility tem hegemônica presença no ecossistema da micromobilidade latino-americano. Além de não poluente e ocupando menor espaço nas ruas quando comparado aos carros, este tipo de serviço oferece oportunidades de novas viagens nas cidades, melhora o acesso ao transporte público e, torna a vida dos cidadãos mais prática, reduzindo a dependência do automóvel particular. Enquanto nos países desenvolvidos eles competem com transporte público, na América Latina, onde contam com preços relativamente mais altos em relação aos ônibus, trens e metrôs e, são mais baratos e eficientes do que automóveis, os sistemas de micromobilidade dockless (bicicletas, bicicletas elétricas, patinetes elétricas e motocicletas elétricas) estão ajudando a tirar pessoas dos automóveis, promovendo sistemas de transporte coletivo e ajudando as pessoas a aproveitar mais e melhor a vida nas cidades.

Observando o banco de dados da Grow é possível entender um pouco como a micromobilidade funciona nos diferentes veículos e países. A tabela a seguir apresenta informações sobre o mês de início de operações, distâncias, tempos e velocidades médias. É importante esclarecer dois detalhes: em primeiro lugar, em muitos casos o GPS possui limitações de sinais e falhas durante a viagem, resultando em distâncias irreais ou vazias. Casos como estes não foram contabilizados. Em segundo, os valores dizem respeito a médias, ou seja, todo o tempo parado nas viagens, em semáforos e interseções, ou viagens a velocidades reduzidas (a empresa instrui os usuários a trafegarem a 6 km/h em áreas de pedestres e calçadas, como pedem muitas regulações no mundo), e podem, em geral, reduzir os valores de velocidade média.



Baseado nos estudos da Universidade de Stanford, adotando alguns parâmetros padrão e relacionando as viagens desde o início da operação na América Latina até julho de 2019, as cidades deixaram de receber cerca de 9.500 toneladas de dióxido de carbono, como mostra a tabela a seguir.



A Econduce começou em 2015


Dicas para o uso seguro do modal:


- Antes de sair, planeje o caminho;

- Use sempre o capacete bem preso à cabeça e ajustado adequadamente;

- Não trafegar com mais de 1 pessoa;

- Idade mínima de 18 anos para locação de equipamentos;

- Dê sempre preferência ao pedestre. Lembre-se: o pedestre é o mais vulnerável. É obrigação de todos cuidar da sua segurança;

- Não use celular nem fone de ouvido enquanto conduz a bike ou o patinete. Esteja atento a sua condução;

- Respeite sempre os semáforos e as sinalizações de trânsito;

- Jamais conduza a bike ou o patinete se houver ingerido álcool;

- Segure sempre o guidão com as duas mãos;

- Esteja atento a irregularidades nas vias, como buracos, bem como galhos e árvores que possam oferecer riscos no seu trajeto.


Sobre a Grow

A Grow é uma holding que nasceu em janeiro de 2019, resultado da fusão entre as empresas de patinetes e bicicletas compartilhadas Grin e Yellow. A empresa está presente em 7 países e 23 cidades da América Latina - sendo 15 delas no Brasil. Terceira maior companhia de micromobilidade do mundo, a Grow alcançou, em junho de 2019, a marca de 10 milhões de corridas realizadas desde o início das operações da Grin e Yellow, em agosto de 2018.

Empresa pioneira na implantação do sistema de compartilhamento de patinetes elétricas no México, a Grin é uma startup de micromobilidade urbana que, por sua vez, surgiu em dezembro de 2018, fruto da fusão com a brasileira Ride, também pioneira no país.

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual fundada em junho de 2017, foi pioneira no compartilhamento de bicicletas em sistema dockless (redistribuição livre, sem estação para retirada e devolução), liberadas por meio de um aplicativo de celular.

A visão da Grow é disponibilizar "condução barata e divertida". Seus principais objetivos são revolucionar a forma como as pessoas se locomovem por meio de alternativas de transporte, principalmente para as chamadas "primeira e última milha" das viagens urbanas; além de melhorar a circulação de pessoas em centros urbanos; otimizar os deslocamentos; e integrar diferentes modais de transporte.

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