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Empresas criam negócios para diminuir os danos da burocracia

Disfunções burocráticas atrapalham a economia e a competitividade. No entanto, empreendedores veem nisso uma oportunidade de negócio

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POR AMANHECER DA NOTICIA

Enquanto a Nova Zelândia é considerada o melhor país para se empreender, o Brasil ocupa a 109ª posição em uma lista de 190 países, de acordo com o estudo Doing Business 2019, realizado pelo Banco Mundial. Mas qual a razão da posição insatisfatória do Brasil? É devido, principalmente, ao excesso de burocracia imposta aos empreendedores em seus negócios desde o momento da formalização até operações do dia a dia.

Evidentemente, a burocracia rouba tempo, espaço e diminui a competitividade das empresas. As dificuldades vão desde a papelada para o registro do negócio até a hora de conseguir um crédito no banco – o que é essencial para o sucesso do negócio. Apesar das claras dificuldades, muitos empreendedores encontram nas disfunções burocráticas terreno fértil para prosperar e desenvolvem negócios que simplificam e agilizam processos, de modo a beneficiar tanto a si mesmos, como a outros empreendimentos.

Excesso de procedimentos em bancos

Uma pesquisa do Sebrae feita em 2016 apontou que mais de 80% dos pequenos negócios não buscaram empréstimos bancários devido às altas taxas de juros e aos entraves burocráticos. Pensando nisso, o Grupo Piran investiu no Fomento Mercantil – também chamado de factoring. Na operação, uma empresa vende os direitos creditórios a um terceiro, que os compra à vista, mas com um desconto, ou seja, trata-se de uma transação financeira que dá às empresas acesso ao valor das vendas de forma mais rápida para superarem problemas de fluxo de caixa.

O factoring se torna uma opção atrativa, uma vez que o acesso ao crédito em bancos demanda altas taxas de juros e burocracia excessiva. Assim, optar pelo serviço de fomento mercantil é uma ótima opção para financiar o fluxo de caixa de empresas. O trabalho de empresas como a Piran Fomento garante agilidade para operar, com giro rápido, o que viabiliza o crédito de forma imediata e sem entraves burocráticos.

"A grande vantagem de contratar um "factor" é a antecipação dos valores das vendas feitas a prazo. Enquanto bancos demoram até 90 dias para aprovar uma operação, nós conseguimos disponibilizar a verba em até uma semana. Então, esse fomento acaba se tornando a opção mais viável para a concessão de crédito", explicou Valdir Piran Jr., Vice-presidente da Piran Fomento, que há 26 anos atua no mercado.

Espaço físico

Licenciamento, contratos de aluguel, alvará da prefeitura, pagamento de impostos, água, luz, internet e limpeza. Esses são alguns procedimentos que o empresário deve estar atento ao abrir a sede do negócio. Os custos, logicamente, são elevados e a burocracia está sempre presente. Para os prestadores de serviços, uma excelente alternativa para reduzir gastos e otimizar o tempo, é optar pelos espaços de coworking, que se baseiam no compartilhamento de espaço e recursos comuns de um escritório.

Pagando apenas uma mensalidade, a empresa tem direito à endereço fiscal e comercial, mesas de trabalho, telefone, internet, sala de reunião, espaço para eventos e estúdios de equipe, como é o caso do Nube Hub, coworking que abriga várias empresas e empresários autônomos. Assim, é possível obter todas as funcionalidades de um escritório sem, no entanto, passar por todos os procedimentos para se abrir um e com custo reduzido.

A Comunidade Nexus, por exemplo, é locatária do espaço compartilhado do Nube Hub. O fundador da empresa, Whintney Kelvin, explicou que adotar o coworking como local de trabalho trouxe muitas vantagens, principalmente a isenção de alguns impostos obrigatórios para quem tem sedes próprias, como o IPTU.

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