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CURTO-CIRCUITO: o que é e como evitar?

Número de acidentes de origem elétrica cresce 5% em 2018

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POR AMANHECER DA NOTICIAS

"Prédio invadido desaba em incêndio no largo do Paissandu, centro de SP", noticia a Folha de S. Paulo em 01 de maio de 2018. "Incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista", reporta o G1, em 02 de setembro de 2018. "Incêndio no CT do Flamengo deixa 10 garotos das categorias de base mortos", manchete d'O Estado de S. Paulo em 08 de fevereiro deste ano.

Em menos de um ano, três graves incêndios dominaram o noticiário nacional com perdas irreparáveis. Além da inerente tragédia causada pelas mortes em pelo menos dois destes acidentes, podemos acrescentar aos danos o inestimável valor histórico e científico de boa parte do acervo do Museu.

A investigação dos três casos revela uma infeliz coincidência: todos os incêndios foram causados por curtos-circuitos, dois deles em instalações de ar-condicionado e outro numa tomada, que tinha três aparelhos eletroeletrônicos ligados simultaneamente – micro-ondas, geladeira e TV.

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica, produzido pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), revelam que os exemplos citados, infelizmente, são uma pequena amostra perto dos 537 incêndios causados por curto-circuito em 2018, um aumento de quase 20% em relação à 2017. De 2013 a 2018, segundo a Abracopel, os incêndios causados por sobrecarga mais que duplicaram e as mortes quase quadruplicaram. Se juntarmos os incêndios causados por sobrecargas aos choques elétricos, o número de acidentes de origem elétrica cresceu 5% em 2018.

O que é

Imagine que você tenha de ir até um lugar afastado de carro. O caminho tradicional é repleto de semáforos e o trânsito é intenso. No meio do percurso, o aplicativo de mapas no celular lhe oferece uma rota alternativa mais rápida. Você, naturalmente, vai optar pela rota que oferecer as melhores condições para se chegar ao destino.

A dinâmica do curto-circuito é similar ao exemplo acima. Um circuito elétrico é basicamente formado por fonte de energia, corrente, condutor e carga. Exemplificando, vamos imaginar uma bateria (fonte) cuja energia (corrente) é transmitida por cabos (condutor) à duas lâmpadas (carga).

"Tanto os cabos quanto as lâmpadas vão, pela característica dos seus componentes, oferecer uma resistência à passagem de energia. O cobre, por exemplo, é um ótimo condutor de energia (menor resistência), por isso é um material muito utilizado em cabos elétricos", explica Lucas Machado, engenheiro eletricista da STECK Indústria Elétrica.

Ao resistir à passagem da corrente, cabos e componentes vão sofrer variações de temperatura, o que a física chama de Efeito Joule. Se todos os componentes forem compatíveis, um eventual aquecimento será mínimo ou não-prejudicial. Instalações mal dimensionadas e o excesso de aparelhos ligados no mesmo circuito, no entanto, podem causar sobreaquecimento.

"É como se uma das duas lâmpadas não fosse compatível ou não tivesse qualidade certificada", comenta Ricardo Martuchi, também engenheiro eletricista da STECK. "O sobreaquecimento vai danificar os componentes e seu isolamento elétrico de tal forma que a resistência à passagem de energia diminui drasticamente".

Isto vai criar para a corrente elétrica um circuito mais curto: ela sempre vai optar pelo caminho que oferece a menor resistência. A consequência desta "escolha" é literalmente explosiva: ela gera um pico de potência dissipada que pode resultar em faíscas e disto propagar um incêndio, especialmente se estiver próxima a materiais inflamáveis.

Como evitar

Em primeiro lugar, é imprescindível que toda instalação seja planejada e executada por profissionais eletricistas e engenheiros eletricistas capacitados e cientes das especificidades da norma ABNT NBR 5410, que regula as instalações elétricas de baixa tensão.

Além de possuir as ferramentas e os equipamentos de segurança adequados, estes profissionais vão dimensionar corretamente os circuitos conforme a necessidade de uso, evitando por exemplo que um ar-condicionado acabe ligado na mesma instalação de outros aparelhos eletroeletrônicos, o que é um erro gravíssimo.

Embora pareça uma obviedade procurar auxílio profissional, não é raro nos depararmos com instalações executadas pelo próprio proprietário do imóvel, pedreiros, pintores, entre outros, aumentando o risco de improvisações, as chamadas "gambiarras", além da escolha incorreta de cabos e dispositivos.

Nos aparelhos eletroeletrônicos, quem evita um curto-circuito é o fusível, que se "sacrifica" para evitar que o aparelho seja completamente inutilizado. Em uma instalação doméstica ou comercial, a solução está no quadro de distribuição de força e luz: o disjuntor é o dispositivo responsável por detectar eventuais sobrecargas e curtos-circuitos na instalação.

"Existem disjuntores para diferentes níveis de proteção, ou seja, para diferentes intensidades de corrente. Ao notar uma variação acima do que ele comporta, a passagem da corrente é interrompida (desarme) conforme a curva do disjuntor para evitar sobrecarga e curto circuito na respectiva instalação", explica Machado.

A forma como se encara o desarme do disjuntor é fundamental. Funciona como um alerta, mesmo que o desarme seja consequência, por exemplo, de muitos aparelhos ligados simultaneamente num curtíssimo espaço de tempo. Já é um sinal de que não é possível acionar todos aqueles aparelhos ao mesmo tempo. Dependendo da gravidade, é possível que não seja possível acioná-lo novamente, causando sucessivos desarmes até que se investigue o problema.

"Muito pior do que ignorar o problema é substituir o disjuntor por um dispositivo capaz de suportar correntes maiores, pois isso irá danificar a isolação do cabo, reduzindo drasticamente sua vida útil, caso a seção do mesmo esteja em desacordo com a carga instalada, expondo a instalação a curtos-circuitos. Por isso, qualquer verificação e reparo requer cuidados de profissionais capacitados", completa Martuchi.

Os especialistas também ressaltam: todos os componentes da instalação elétrica possuem uma vida útil conforme a quantidade e frequência de manobras/acionamentos, exigindo verificações e manutenções periódicas.

STECK Industria Elétrica
www.steck.com.br
(11) 2248-7000

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